Congresos de la Universitat Politècnica de València, HAC2018 - V Congreso Iberoamericano de Hormigón Autocompactable y Hormigones Especiales

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Concreto autoadensável: estudos de dosagem e validação de campo
Sidiclei Formagini, Lorraine Barbosa Mendes Barreto, Paulo Sérgio Schanoski, Gilson Secco Riva

Última modificación: 20-02-2018

Resumen


Concretos autoadensáveis (CAA) apresentam características de alta fluidez em seu estado fresco, fluindo com relativa facilidade mesmo em elementos esbeltos ou com alta densidade de armadura, dispensando a necessidade de adensamento mecânico. No estado endurecido apresenta propriedades superiores ao concreto tradicional, como a resistência à compressão, maior integridade dos elementos e maior durabilidade e vida útil. Para que o CAA cumpra a todas estas propriedades é necessário: escolha correta dos materiais constituintes; proporcionamento eficiente da mistura granular seca, em função do máximo empacotamento granular; uso eficiente de um aditivo químico de terceira geração; processos eficientes de mistura, transporte e aplicação. Sendo assim, este trabalho apresenta estudo de dosagem experimental de misturas de CAA e suas caracterizações nos estados fresco e endurecido, bem como a validação em campo por meio de sua aplicação em paredes esbeltas de concreto. Os CAA foram produzidos com cimento CP V ARI RS, areia fina natural, agregado basáltico britado com diâmetro máximo de 9,5mm e aditivo químico a base de policarboxilato. O proporcionamento da mistura granular foi elaborado utilizando-se a teoria do modelo de empacotamento compressível, correlacionada com propriedades almejadas no estado fresco e no endurecido. Os CAA produzidos experimentalmente, de acordo com os parâmetros da norma NBR 15823-1 (ABNT, 2010), foram enquadrados no estado fresco como autoadensáveis nos testes de espalhamento pelo cone de Abrams, tempo de viscosidade plástica aparente, habilidade passante pela caixa L com utilização de três barras, viscosidade plástica aparente pelo funil V. No estado endurecido, apresentaram resistência à compressão aos 28 dias enquadrando-se na classe C40, com módulos estático de elasticidade à compressão superior a 30 GPa, e resistências à tração por compressão diametral na ordem de 10% da compressão simples. A validação do CAA foi realizada com produção em escala real, onde o CAA foi aplicado na construção de um empreendimento comercial cujas paredes são em concreto. Observou-se que o concreto manteve as propriedades obtidas em laboratório tanto nos estados fresco e endurecido, enquadrando-se dentro dos parâmetros da norma NBR 15823-1 (ABNT, 2010).

DOI: http://dx.doi.org/10.4995/HAC2018.2018.5277