Congresos de la Universitat Politècnica de València, HAC2018 - V Congreso Iberoamericano de Hormigón Autocompactable y Hormigones Especiales

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Propriedades dos concretos autoadensáveis produzidos no Brasil
Renan S. Campos, Mônica Pinto Barbosa, Geraldo de Freitas Maciel

Última modificación: 20-02-2018

Resumen


O concreto autoadensável (CAA) tem atraído a atenção de diversos pesquisadores desde seu advento, no final da década de 1980, no Japão. Em todo o mundo, diversos institutos de pesquisas, universidades e empresas procuraram desenvolver métodos de dosagem e metodologias de ensaio para a correta produção e avaliação das propriedades, em especial no estado fresco, deste novo concreto. O CAA pode ser entendido como o concreto que possui a capacidade de fluir no interior da forma, por ação exclusiva de seu peso próprio, sem a necessidade de qualquer adensamento mecânico, devendo possuir habilidade de passar por obstáculos sem apresentar bloqueio das partículas de agregado. Assim, a dosagem do CAA deve ser baseada em uma criteriosa seleção e combinação dos materiais constituintes, de modo a propiciar a racionalização de recursos, a obtenção das propriedades de autoadensabilidade, adequada resistência mecânica e o melhor custo-benefício. Deste modo, o objetivo desse estudo foi compilar e analisar os dados de dosagem, desempenho no estado fresco e as propriedades mecânicas de concretos autoadensáveis produzidos no Brasil. A base de dados utilizada compreendeu teses e dissertações, assim como artigos científicos, publicados desde 2004. A partir dos dados obtidos, foi possível verificar a influência dos parâmetros de dosagem, (volume de pasta, volume de agregados, relação água/cimento, etc.) nas propriedades dos CAA, tanto no estado fresco quanto no endurecido. Também foi avaliada a aplicabilidade dos modelos preditivos de resistência à tração e módulo de elasticidade a partir da resistência à compressão, desenvolvidos e validados para concretos convencionais, para a previsão destas propriedades em concretos autoadensáveis.

DOI: http://dx.doi.org/10.4995/HAC2018.2018.5622