Congresos de la Universitat Politècnica de València, Systems & Design: Beyond Processes and Thinking

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A cross fertilization como instrumento gerador de inovação
Patrícia de Mello Souza, Giovanni Maria Conti

Última modificación: 18-07-2016

Resumen


O presente artigo aborda o processo de desenvolvimento de produtos  orientado pela dinâmica da cross fertilization, que remete ao contexto das relações de contiguidade entre diferentes áreas do conhecimento.  Para Conti (2007), o conceito foi introduzido pelo matemático James Clerk Maxwell, e consiste na possibilidade de adotar inovações já experimentadas em campos distintos dando lugar a uma transferência de conhecimento entre setores. A aplicação da cross fertilization como instrumento condutor de projeto no campo do design, tem demonstrado de que forma esta transferência pode se manifestar de modo implícito – no caso de sentido ou significado que se transporta de uma entidade para outra; e de modo explicito –  quando se trata de transferência de tecnologia, de fabricação ou de processo industrial que caracteriza um setor ou parte dele.  No contexto das intersecções, este estudo aborda relações entre o design, especialmente de moda, e a arquitetura. Segundo Hodge (2007), o pensamento estrutural tem direcionado cada vez mais os designers, que se apropriam de principios arquitetônicos para manipular a estrutura e o volume das vestimentas.  Por outro lado, Quinn (2009) refere-se a novos modelos da arquitetura, considerados como padrões a serem seguidos, nos quais  percebem-se  técnicas de alfaiataria e materiais têxteis sendo transformados em estruturas duradouras. Identificam-se princípios condutores comuns que direcionam o pensamento projetual, bem como elementos que agem como ativadores de transferências de conhecimento e facilitadores de processos de geração inovativos.  Para Souza (2013), dialogar com outros campos como forma de apropriação de novos conceitos, linguagens ou técnicas contribui para que o desenvolvimento de produtos, quer sejam físicos ou intangíveis, digam respeito ao novo. A essência de qualquer processo de inovação consiste na recombinação original de elementos provenientes de conhecimentos novos ou daqueles já existentes. As atividades inovativas dos indivíduos e das organizações estão vinculadas à capacidade do aprendizado adquirido, que habilita construir novas representações dos ambientes e derivar-lhes novos usos. O argumento abordado no decorrer deste estudo comprova,  mediante a análise das relações que se estabelecem entre os distintos setores, que é dentro das zonas de fronteira – aquele campo de intersecção que pode ser gerado entre uma área disciplinar  e outra,  que de fato são ativadas as dinâmicas que facilitam o surgimento de processos de inovação significativos. Confirma-se, portanto, a eficácia da cross fertilization como instrumento aplicado no campo do design.

DOI: http://dx.doi.org/10.4995/IFDP.2016.3370


Palabras clave


design, arquitetura, desenvolvimento de produto, cross fertilization, inovação.

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